
Nome científico: Hypericum perforatum L.
Sinonímia científica: Hypericum natitscheranicum Grissh.
Nome popular: Hipérico, hipericão, milfurada, erva de são joão, ibitipoca, hipérico verdadeiro.
Família: Hypericaceae.
Parte Utilizada: Planta inteira.
Composição Química: Óleo essencial, taninos, resinas, pectinas, glicosídeos (hipericina – corante vermelho), flavonoides (hiperosídeo, quercitina, rutina, quercitrina), catequinas, fitosterois (β-sitosterol), vitaminas C e P, carotenos, diurético suave, colagogo, princípios amargos e vitamina C. Extrato seco padronizado em 0,3% hipericinas.
Formula molecular: N/A
Peso molecular: N/A
CAS: N/A
DCB: N/A
DCI: N/A
Característico de lugares sombrios é um arbusto perene que atinge até 80 cm de altura. Cresce em toda Europa e Ásia espontaneamente, e é considerada planta daninha. Está aclimatada no Brasil e em outros países da América e na Austrália. As flores amarelo-douradas que são usadas para fins medicinais devem ser colhidas logo que desabrocham, juntamente com as folhas. Na Idade Média acreditava-se que o hipérico teria o poder de expulsar maus espíritos e o azar, purificando o ar. É conhecida na Europa como planta mágica, entra na composição de defumadores de ambientes, com a suposta finalidade de espantar maus fluídos.
Indicações e Ação Farmacológica
O Hipérico está indicado para o tratamento de pacientes afligidos por depressão leve a moderadamente severa e desordens psico-vegetativas acompanhadas de ansiedade. Nos testes clínicos de duplo desconhecimento utilizando o Hipérico, comparado a um grupo placebo, observou-se, primeiramente, para a droga verdadeira, melhoria significativas nos problemas vegetativos relacionados à depressão, tais como distúrbios do sono, exaustão, dores musculares, cefaléia e consciência cardíaca e posteriormente, alívio dos sintomas subjetivos específicos, como melancolia, sentimento de culpa e ansiedade. Hipérico, ao contrário do que ocorre na utilização da maioria dos agentes antidepressivos, não apresentam distúrbios na capacidade de concentração, na coordenação motora, na memória e na reatividade frente a estímulos neurossensoriais. Isto sugere que não apenas está isento de efeitos sedativos, como ainda atenua os problemas de atenção e reação que normalmente compõem o quadro depressivo. A atividade antidiabética do extrato padronizado de Hypericum perforatum L. foi investigada em ratos diabéticos induzidos por aloxano em um estudo conduzido na Índia. O extrato de Hipérico foi administrado por via oral (100 e 200 mg / kg) durante 14 dias e a Glibenclamida (10 mg / kg / dia, p.o.) foi utilizada como padrão. O tratamento com Hypericum perforatum L. levou a uma queda significativa no nível elevado de glicose no sangue. Os resultados obtidos no estudo indicam que o Hypericum perforatum L. possui atividade antidiabética significativa. Também tem ação adstringente, antidiarreico, anti-inflamatório, vulnerário, diurético leve, colagogo, cicatrizante, antisséptico e vermífugo.
Toxicidade/Contraindicações
Hipérico deve ser utilizado com acompanhamento médico em pacientes diabéticos. Seu uso é contraindicado na gravidez, lactação, e em crianças com idade inferior a 12 anos até que se obtenha dados confiáveis da segurança nestes períodos. É incompatível com alimentos e plantas que contenham tiramina (a associação pode produzir elevação da pressão arterial). Não é recomendado para pacientes com depressão crônica.
Dosagem e Modo de Usar
Infusão: 15 a 30 g/L. Tomar 2 a 3 copos ao dia.
Extrato seco (0,3%): 300 mg, até três vezes ao dia.
Tintura: 3 a 4 colheres (sopa) ao dia.
TM: 30 gotas duas vezes ao dia.
Referências Bibliográficas
ALONSO, J.R. Tratado de Fitomedicina. 1ª ed. Buenos Aires: Isis Ediciones, 1998.
Fitoterapia Magistral: Um Guia Prático para Manipulação de Fitoterápicos – ANFARMAG , 2005.
PR VEDEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª edição, 1998.
RUSSO, E.; et al. Hypericum perforatum: pharmacokinetic, mechanism of action, tolerability, and clinical drug-drug interactions. Phytotherapy research: PTR, p. 643-655, 2014.
WURGLICS, M.; SCHUBERT-ZSILAVECZ, M.; Hypericum perforatum: a ‘modern’ herbal antidepressant: pharmacokinetics of active ingredients. Clinical Pharmacokinetics, v. 45. p. 449-468, 2006.
HUSAIN et al. Anti-diabetic activity of indian Hypericum perforatum L. on alloxaninduced diabetic rats. Pharmacologyonline 3: 889-894 (2008).
AROKIYARAJ S., BALAMURUGAN R., AUGUSTIAN P. Antihyperglycemic effect of Hypericum perforatum ethyl acetate extract on streptozotocin-induced diabetic rats. Asian Pac J Trop Biomed 2011; 1(5): 386-390.