
Nome científico: Casearia sylvestris Swartz
Sinonímia Científica: N/A
Nome popular: Guaçatonga, erva de bugre, erva de lagarto, língua de tiú, marmelinho
do campo, vassitonga.
Família: Rubiaceae.
Parte Utilizada: Folha e caule
Composição Química: Óleo Essencial: terpenos e triterpenos; saponinas; ácidos
Graxos; taninos; antocianosídeo; resinas; flavonóides.
Formula molecular: N/A
Peso molecular: N/A
CAS: N/A
DCB: N/A
DCI: N/A
Trata-se de um arbusto de 3 a 4 m de altura, possui casca cinza-pardacenta, rugosa,
ramos longos; folhas permanentes simples, alternas, pecioladas, de bordas
serrilhadas, de até 14 cm de comprimento. Numerosas flores pequenas, dispostas em
cimeiras axilares de até 50 flores branco-esverdeadas ou amarelas. O fruto é uma
cápsula globosa, ovóide, vermelho quando maduro, que contém 2 a 6 sementes
envoltas em arilo lanoso comestível. Reproduz por sementes, não é exigente quanto a
clima e solo e colhem-se as folhas no início da floração.
É nativa da América Tropical, ocorrendo do México à Argentina, no Brasil, ela vegeta
em abundância. É usada pela população indígena e cabocla dessas regiões há
centenas de anos. O seu uso advém do hábito de ela ser ingerida por lagartos que
tenham sido picados por cobras.
Indicações e Ação Farmacológica
Possui ação cicatrizante, antisséptica, antiúlcera, diurética, tônico, estimulante,
antimicrobiana, fungicida, depurativa e bloqueador de venenos de cobras.
Exerce uma significativa ação anti-úlcera, reduzindo o volume de ácido clorídrico
produzido. Comparativamente á cimetidina, não aumenta o pH gástrico, o que
ocasionaria dificuldades na digestão das proteínas.
Por conter taninos, forma revestimentos protetores na pele e nas mucosas,
dificultando infecções. Aumenta a diurese, e ativa a circulação periférica, estimulando
o metabolismo cutâneo, com consequente tonificação local.
Pesquisas constataram que o processo de cicatrização interna ou externamente evolui
bem quando tratado com guaçatonga.
Toxicidade/Contraindicações
É considerada uma planta segura, mas em altas doses pode causar vômitos e
diarreia. Recomenda-se não utilizar durante a gravidez, pois há relatos de que
extratos aquosos demonstraram atividade sobre a musculatura uterina em ratas
Dosagem e Modo de Usar
Decocção: 2 g para cada 200 mL de água, até três vezes ao dia.
Pó: 300 a 600 mg ao dia.
Tintura: 5 a 20 ml ao dia, divididos em duas ou três doses.
TM: 10 a 20 gotas, duas vezes ao dia.
Referências Bibliográficas
ALONSO, J. Tratado de Fitofármaco y Nutracéuticos. Editora Corpus: Argentina,
1ªEd., 2004.
ÁVILA, L. C. Índice terapêutico fitoterápico – ITF. 2 ed. Petrópolis, RJ, 2013
TESKE, M.; TRENTINI, A. M.M. Herbarium compêndio de fitoterapia. 3 ed. Curitiba,
1997