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Caminho Cura – A Tradição e a Ciência na Arte de Cuidar. O Caminho Cura é um espaço dedicado à integração entre Medicina Tradicional Chinesa, Homeopatia e Psicossomática, resgatando o conhecimento ancestral e unindo-o à ciência para promover um olhar holístico sobre a saúde. Aqui, acreditamos que o corpo, a mente e a alma caminham juntos na busca pelo equilíbrio e pela cura verdadeira. Por meio de conteúdos educativos, atendimentos terapêuticos e reflexões sobre a espiritualidade, o Caminho Cura oferece uma jornada de autoconhecimento e bem-estar. Seja para aliviar dores, tratar desequilíbrios ou simplesmente aprofundar sua conexão consigo mesmo, este é um espaço de acolhimento e transformação. Siga-nos e descubra como a sabedoria antiga pode iluminar sua saúde e sua vida!

Nome científico: Harpagophytum procumbens D.C

Sinonímia Científica: N/A

Nome popular: Garra do Diabo, no Brasil; Harpagofito, em espanhol; Devil’s Claw,
em inglês.

Família: Pedaliaceae.

Parte Utilizada: Raiz

Composição Química: Glicosídeos Iridóides: harpagosídeo (éster do ácido cinâmico),
procumbina e harpapágido; Ácido Cinâmico Livre; Glicosídeos Fenólicos: acteosídeo e
isoacteosídeo; Fitosteróis: sitosterol; Ácidos Terpênicos; traços de Óleo Essencial;
Açúcares: glicose, frutose e rafinose

Formula molecular: N/A

Peso molecular: N/A

CAS: N/A
DCB: N/A
DCI: N/A

Nativa da África do Sul e Leste da África, a Garra do Diabo é uma planta vivaz com
tubérculos grandes e globosos. Suas flores possuem a forma de uma trombeta, de cor
violácea ou vermelha, frutos cobertos de farpas rígidas, os quais se tornaram famosos
por serem utilizados nas armadilhas para capturar animais selvagens. O odor de seus
tubérculos, os quais constituem a droga vegetal é forte e característico e um sabor
adstringente e amargo.
Foi somente em 1958 que suas propriedades farmacológicas foram confirmadas e
desde então o seu emprego medicinal tomou expansão. Era utilizada pelos nativos
africanos em doenças como o reumatismo, diabetes e afecções renais e hepáticas

Indicações e Ação Farmacológica

Os tubérculos da Garra do Diabo são indicados nos reumatismos, nas artrites
reumatosas, nas artroses, nas bursites, nas fibromialgias e nos traumatismos. Seu uso
permite reduzir as doses dos corticóides e anti-inflamatórios não esteroidais utilizados
nestas afecções. Esta droga vegetal possui uma ação anti-inflamatória, analgésica,
antiespasmódica, sedativa e estimulante digestivo.
Um dos seus ativos, o sitosterol inibe a síntese da prostaglandina-sintetase, a qual
participa no processo inflamatório, sendo muito utilizado em processos inflamatórios
semicrônicos e crônicos. Os glicosídeos amargos iridóides possuem ação aperitiva e
colagoga. O harpagosídeo possui ação antiespasmódica, anti-inflamatória e
analgésica.
Uma série de estudos descritos na literatura mostram a eficácia clínica da garra do
diabo. Em um ensaio comparativo realizado para tratamento de pacientes com
osteoartrite de joelhos e quadril durante 4 meses com diacireína ou extrato aquoso de
garra do diabo, a garra do diabo foi superior em termos de segurança e comparável à
diacireína em eficácia.
No segundo estudo o objetivo foi avaliar o potencial terapêutico da Garra do Diabo
como agente anti-inflamatório e analgésico em ratos com artrite induzida, o extrato
deste tubérculo apresenta efeito anti-inflamatório em todas as doses testadas e
também possui a capacidade de reduzir a sensação de dor.
O terceiro avaliou a eficiência do tratamento com extrato de Garra do Diabo em
pacientes com osteoartrite de coluna lombar. O harpagosídeo, um dos ativos do
extrato, inibiu a atividade da COX-1, COX-2 e a produção de NO, substâncias
presentes no processo inflamatório, portanto, foi capaz de reduzir a inflamação e a dor
no local.
E no quarto a eficácia terapêutica do extrato aquoso de garra-do-diabo foi avaliada em
250 pacientes com quadro de osteoartrite de joelhos, quadril e lombar. Utilizando
índices como EVA, Arhus e WOMAC, os resultados mostraram uma melhora de
aproximadamente 70% dos pacientes.

Toxicidade/Contraindicações

Em doses acima das usuais, pode provocar náuseas, vômitos e uma pequena ação
laxante. O uso prolongado desta droga vegetal pode acarretar distúrbios digestivos.
É contraindicado o uso durante a gravidez, pois existe ação abortiva promovida pela
droga e não deve ser usado em pacientes que apresentam úlceras gástricas e
duodenais, intestino irritável e litíase vesicular

Dosagem e Modo de Usar

Extrato seco (5%): 600 mg, duas vezes ao dia;

Extrato seco (20%): 150 mg, duas vezes ao dia;

Pó: 3g por dia, em 3 doses

TM: 20-30 gotas, 3 vezes ao dia

Rasura: 2g de erva seca ou 4 g de erva fresca (1 colher de sobremesa para cada
xícara de água) de raízes em infuso ou decocto, conforme parte usada, até 3 vezes
ao dia, com intervalos menores que 12 horas.

Se a prescrição for especifica no ativo harpagosideo é necessário aplicar fator de
correção em relação ao teor do laudo.

Referências Bibliográficas

PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª edição.
1998.

TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia. Herbarium.
Curitiba. 1994.

POULIN, M; ROBBINS, C. A Farmácia Natural. 1992.

SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.

Indice Terapêutico Fitoterápico. Ervas Medicinais. 2ªed. Petropolis, RJ: EPUB, 2013.

M.L. Andersen et al. Evaluation of acute and chronic treatments with
Harpagophytum procumbens on Freund’s adjuvant-induced arthritis in rats.
Journal of Ethnopharmacology 91 (2004) 325–330.

M.C.C. Anauate et al. Efeito dos extratos de Harpagohytum procumbens (garra do
diabo) e suas frações na atividade da COX-1 e COX-2 e na produção de NO em
sangue total. Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 2007.

eliasjs21@yahoo.com.br

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