
Nome científico: Achyrocline satureoides (LAM) D.C.
Sinonímia Científica: N/A
Nome popular: Macela, marcela, macela amarela, macela da terra, chá de lagoa, losna do mato.
Família: Asteraceae.
Parte Utilizada: Flores
Composição Química: Flavonóides (quercetina, luteolina, galangina, isognafalina); ésteres da calerianina com ácido cafeico e ácido protocatéquico; óleo essencial; saponinas triterpênicas.
Formula molecular: N/A
Peso molecular: N/A
A macela é uma planta anual, herbácea, aromática, com inflorescências terminais e axilares, na forma de capítulos, contendo muitas flores amarelas. É uma planta daninha muito comum em pastagens, beira de estradas e terrenos baldios, conferindo aos mesmos coloração palha característica. Originária da América do Sul, cresce em todo o Brasil, exceto na região amazônica.
Indicações e Ação Farmacológica
Tem ação anti-inflamatória, calmante, bactericida, antidiarreica, miorrelaxante, antiespasmódica, digestiva, estomáquica, emenagoga e antiviral. Os flavonoides atuam como estimulantes da circulação, reduzindo a fragilidade dos capilares. Sua pronta absorção através da camada cutânea da pele tem demonstrado aumentar a circulação sanguínea periférica. Em pesquisas realizadas com o extrato aquoso, foram demonstradas as atividades colinolítica e miorrelaxante. É indicada como calmante, para problemas digestivos (flatulências, má digestão, colecistite, diarreias, cólicas abdominais, azia), contrações musculares bruscas e inflamações. Também é utilizada como fitocosmético para estimular a circulação capilar, contra quedas de cabelos e para clarear cabelos.
Toxicidade/Contraindicações
A macela tem uma longa tradição como reguladora e promotora da menstruação. Embora não haja estudos sobre a sua farmacocinética nestas condições, seu uso deve ser evitado por gestantes. Não há relatos de quem afetem a lactação. É contraindicado para pessoas com hipoglicemia, diabéticos devem usá-la sob acompanhamento e ter seus níveis de glicemia sob constante monitoramento.
Dosagem e Modo de Usar
Infusão:
Uso interno: 10 g de flores em 1 litro de água. Tomar 3 a 4 xícaras ao dia, preferencialmente após as refeições, como digestivo.
Uso externo: 30 g de flores em 1 litro de água. Aplicar na forma de compressas, 3 a 4 vezes ao dia.
Tintura: 20 gotas em 100ml de azeite, aquecer em banho maria e usar para massagens.
Referências Bibliográficas
ÁVILA, L. C. Índice terapêutico fitoterápico – ITF. 2 ed. Petrópolis, RJ, 2013
TESKE, M.; TRENTINI, A. M.M. Herbarium compêndio de fitoterapia. 3 ed. Curitiba, 1997.