
Nome científico: Passiflora incarnata L.
Sinonímia científica: Passiflora caerulea L.
Nome popular: Flor-da-paixão, maracujá, maracujá-guaçu, maracujá-silvestre, passiflora.
Família: Passifloraceae.
Parte Utilizada: Folha.
Composição Química: Flavonóides: Isovitexina, Schaftosídeo, Isoschaftosídeo, Apigenina, Luteolina, Quercetina, Kaempferol, Orientina, Iso-orientina, Swertisina, Crisina; Alcalóides: Harmina, Harmol, Harmana; carboidratos, aminoácidos, benzopironas, maltol, etil-maltol, ginocardina. Extrato padronizado em 3% Flavonoides e extrato padronizado em 2% de Vitexina.
Fórmula molecular: N/A
Peso molecular: N/A
CAS: N/A
DCB: N/A
DCI: N/A
Passiflora incarnata L. é uma planta perene, rasteira e trepadeira, de 6 a 10 metros de comprimento, com caule verde, verde-acinzentado ou acastanhado, e geralmente oco. Possui folhas simples e alternadas, muitas vezes, com pecíolos torcidos, possuindo dois nectários extraflorais no ápice; verdes ou marrom esverdeadas, espalmadas com três a cinco lobos lanceolados, profundamente divididas, com nervuras centrais. As flores são grandes e solitárias, com pedúnculos longos, esbranquiçados, com uma tríplice coroa em roxo e róseo. Brácteas oblongas, de margem papilosa, com duas glândulas na base; cinco pétalas brancas, alongadas; cálice de cinco sépalas oblongolanceoladas, de coloração interna branca ou lilás, e verde externamente; cinco estames.
Indicações e Ação Farmacológica
Passiflora mais conhecido como maracujá é indicado como: Ansiolítico, sedativo, tensão nervosa e insônia, diurético, anti-hipertensivo, antiarrítmico, antiespasmódico, antimicrobiano.
Estudos pré-clínicos:
Um extrato etanólico das folhas e ramos de P. incarnata, administrado intraperitonealmente a ratos, nas doses de 80 e 160 mg/kg, aumentou significativamente o tempo de sono induzido por pentobarbital, protegeu os animais dos efeitos pró-convulsivantes do pentilenotetrazol e reduziu a atividade locomotora. Demonstraram um efeito ansiolítico dose-dependente para o extrato metanólico de P. incarnata, sendo a atividade máxima observada na dose de 125 mg/kg (Via oral). A associação de 250 mg de extrato de passiflora com o extrato etanólico de Piper methysticum 100 mg foi superior aos resultados obtidos com cada extrato separadamente. Após a administração oral de um extrato padronizado de P. incarnata verificou-se efeito ansiolítico comparável ao diazepam.
Estudos clínicos:
Em estudo clínico realizado em 2001, demonstraram a eficácia ansiolítica de um extrato das partes aéreas de P. incarnata (45 gotas/dia), comparável ao oxazepam (30 mg/dia), no tratamento de ansiedade generalizada. O extrato apresentou um início de ação mais lento, porém, não foram relatados prejuízos nas funções cognitivas e no desempenho no trabalho durante o uso, ao contrário do oxazepam. Também foi demonstrado que pacientes tratados com associação de P. incarnata (60 gotas/dia) e clonidina (0,8 mg/dia) tiveram sintomas de ansiedade mais leves do que aqueles tratados somente com clonidina (0,8 mg/dia), durante o processo de detoxificação de drogas opióides.
DOSAGEM E MODO DE USAR
Extrato seco 3%: 600mg duas vezes ao dia.
Extrato seco 2%: 600mg duas vezes ao dia.
Crianças acima de 12 anos:
600 mg, duas vezes ao dia (mesma dose do adulto, pelo fato da dose do adulto já estar no limite menor da quantidade de marcador ingerida/dia. Pode ser utilizada a infusão (2 g de droga em 150 mL de água – 2 a 4 vezes ao dia) ou a tintura (2 mL diluídos em meio copo de água, até 3 vezes ao dia)
CONTRAINDICAÇÕES
A administração oral de Passiflora incarnata, nas doses recomendadas, apresenta boa tolerabilidade. A indicação para gestantes, lactantes e crianças deve ser avaliada pelo profissional da saúde.
*MATERIAL DESTINADO AO PROFISSIONAL DA ÁREA DE SAÚDE (MÉDICO, NUTRICIONISTA OU FARMACÊUTICO).
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Formulário de Fitoterápicos. Farmacopeia Brasileira. 2ª. Edição. Brasília. 2021. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br.
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LORENZI, H.; MATOS, F.J. A.; Plantas medicinais no Brasil Nativas e exóticas. 2 ed. Nova Odessa, SP. Instituto Plantarum, 2008.