
Nome científico: Ginkgo biloba L.
Sinonímia científica: N/A
Nome popular: Ginkgo biloba.
Família: Ginkgoaceae.
Parte Utilizada: Folha.
Composição Química: Diterpenos (ginkgolídeos A, B, C, J e M); flavonoides
(bioflavonoides: ginkgetina, isogenkgetina, bilobetina); flavonóis (quercetina,
kaempferol e seus glicosídeos); hidrocarbonetos; aminoácidos; esteróis; açucares;
álcoois; proantocianidina; terpenos e catequinas (Extrato padronizado 24% de
Flavonoides Glicosídeos).
Formula molecular: N/A
Peso molecular: N/A
CAS: N/A
DCB: N/A
DCI: N/A
A espécie Ginkgo biloba é a árvore mais velha do mundo, existe por mais de 200
milhões de anos, é considerada pelos botânicos como um fóssil vivo, sendo o único
exemplar dessa família, e ancestral do carvalho.
Atinge uma altura de 20 a 35 metros, tem folhas caducas, em forma de leque. As
árvores masculinas com mais de 20 anos florescem na primavera, e as árvores
femininas adultas produzem uma fruta parecida com a ameixa, de cor cinzenta que cai
no final do outono. É originária da China e aparece como ornamental em vários
países, inclusive no Brasil.
Ginkgo é resistente a poluição e foi a primeira espécie de vida a se manifestar após a
explosão da bomba de Hiroshima, mostrando sua resistência às radiações
mutagênicas. É extremamente resistente a bactérias, vírus, insetos e fungos.
Indicações e Ação Farmacológica
Tem ação preventiva e curativa contra as agressões endógenas e exógenas, tais
como fenômeno de oxidação devido à presença de radicais livres; ação antiinflamatória e de prevenção do envelhecimento. Estimula a circulação sanguínea,
atuando na circulação arterial, venosa e capilar, agindo na insuficiência vascular
periférica. É protetora da barreira hematoencefálica.
Também diminui a hiperagregação plaquetária, atuando em processos trombóticos;
diminui a agregabilidade das hemácias e tem ainda uma ação protetora contra a lise
de eritrócitos. Regulariza a permelabilidade capilar, age inibindo a
hiperpermeabilidade mediada pela bradicinina e histamina.
A nível cerebral permite a diminuição das desordens da memória, distúrbios de
atenção, diminuição da capacidade auditiva, casos de vertigens, preservando por mais
tempo autonomia e qualidade de vida, e também previne o edema cerebral.
Desta maneira, seu uso é indicado no tratamento de micro varizes, úlceras varicosas,
artrite dos membros inferiores; tratamento de toda isquemia seja cerebral ou
periférica; utilizado em vertigens, deficiências auditivas, perda de memória e
dificuldade de concentração; e em tratamento nos processos vasculares
degenerativos.
Pela sua ação protetora contra radicais livres e pela inibição da destruição do
colágeno, é utilizado também no tratamento profilático do envelhecimento celular e
tratamento estético.
Toxicidade/Contraindicações
Não possui contraindicações descritas na literatura, porém deve-se ter cuidados
quanto à hipersensibilidade.
Apesar de não indicarem em estudos experimentais qualquer ação teratogênica,
recomenda-se evitar o uso durante o primeiro trimestre de gestação, e apenas sob
orientação médica durante a amamentação.
Pode ocorrer alguns efeitos colaterais como distúrbios gastrintestinais, transtornos
circulatórios incluindo queda de pressão arterial, cefaleia ou reações cutâneas.
Dosagem e Modo de Usar
Infusão: Uma colher de sobremesa por xícara, duas a três xícaras ao dia, antes das
refeições.
Pó: 600 a 900 mg ao dia, em três doses, antes das refeições.
Extrato seco (24%): 120 a 240 mg ao dia, divididos em duas a três doses.
Extrato glicólico: 2 a 5%, em cremes, shampoos e sabonetes
Tintura: 2 a 10 ml, até 3 vezes ao dia.
Referências Bibliográficas
COIMBRA, R. Manual de Fitoterapia, 2ª ed, Cejup, 1994, pág. 229-230
TESKE, M.; TRENTINI, A. M.M. Herbarium compêndio de fitoterapia. 3 ed. Curitiba,
1997.
ÁVILA, L. C. Índice terapêutico fitoterápico – ITF. 2 ed. Petrópolis, RJ, 2013